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A mediunidade de
incorporação é o carro-chefe da Umbanda. É a mediunidade base, fundamental,
sobre a qual a religião foi fundamentada, contudo, não é a única mediunidade
com aplicabilidade na religião.
Definição
A incorporação é um
tipo de mediunidade muito comum hoje em dia e consiste em ceder voluntariamente
o corpo do médium para que um espírito possa agir através dele. Contudo, apesar
do que possa sugerir o nome, essa ação não se dá com o espírito se apossando do
corpo do médium, mas se ligando a ele através dos chakras.
São sete os principais
chakras: básico (região genital), esplênico (região do baço), gástrico (região
do umbigo), cardíaco (região do coração), laríngeo (região da garganta),
frontal (região da testa) e coronário (topo da cabeça).
Estes chakras fazem a
ligação entre o corpo espiritual e o corpo físico, além de controlarem os
fluxos energéticos por todo o corpo. O estudo destes centros de força é muito
importante para compreendermos a dinâmica energética do corpo humano.
Mecanismo da
incorporação
Ao contrário do que
muitas pessoas pensam, a incorporação é um processo desgastante não apenas para
o médium, como também para a entidade que, normalmente, precisa baixar seu
padrão vibratório (já que a maioria está alguns passos a nossa frente em termos
de evolução), para se aproximar ao máximo possível da energia médium.
Eis outra razão pela
qual é importante fazer o resguardo: se o médium de fato se resguarda, a sua
energia estará mais alta, portanto, a entidade precisará fazer menos esforço
para descer até o padrão vibratório dele.
Assim, quando o médium
se concentra no momento de chamada dos guias, limpando sua mente de qualquer
pensamento intruso, ele abre seu campo mental e energético para a aproximação
da entidade.
Esta geralmente se
coloca ao lado dele e inicia, por esforço da própria vontade, a ligação entre
cada um dos chakras anteriormente mencionados.
Os pensamentos da
entidade criam laços fluídos dos chakras dela própria e que se estenderão até
os do médium. Essa ligação leva alguns segundos para acontecer e, enquanto
acontece, causa algum impacto no médium, como arrepios constantes, falta de
equilíbrio, tontura e mesmo alguns solavancos.
A última ligação a ser
estabelecida é a do chakra coronário, onde ocorre a ligação da mente do médium
com a mente do espírito. Portanto, a entidade não entra no corpo do médium.
A partir do momento em
que os chakras estão conectados, a entidade conseguirá exercer algum controle
sobre o corpo do médium. Assim, se for um caboclo, por exemplo, a entidade
poderá bater a mão no peito e, na sequência, como um espelho, o médium
refletirá a ação da entidade.
Se a entidade agacha
para riscar seu ponto, o médium agachará também. Se a entidade fala algo, o
médium repetirá o que ela disse. É isto, basicamente, o que se chama de
incorporação, uma espécie de espelhamento das atitudes da entidade para que sua
manifestação seja percebida, através do médium, no mundo material.
Incorporar cansa
A incorporação é uma
atividade que consome muita energia. Por esta razão, o médium deve estar sempre
atento à sua forma física, fazendo o possível para ter um estilo de vida
saudável, alimentando-se bem e cuidando, igualmente, de seus pensamentos e
sentimentos, para que estejam sempre sadios.
Após a desincorporação,
o médium sentirá por alguns minutos o efeito do transe, razão pela qual
recomenda-se que fique quieto em seu lugar, cantando pontos ou em oração, até
mesmo para que as entidades façam alguma reposição energética a fim de diminuir
o desgaste que, em todo caso, sempre haverá.
Este desgaste é
natural, inerente ao processo e para ser vencido basta que o médium tome um bom
banho após a gira, alimente-se de forma leve e depois durma tranquilamente (por isso não se
recomenda fazer qualquer outra atividade após a gira, a cama deveria ser o
destino certo de todo médium após a incorporação).
Incorporar toda hora
É preciso entender que
o desenvolvimento mediúnico é o momento em que o médium é preparado para atuar de forma correta e sadia, para si e para os outros e que em nenhuma
hipótese isso implicará em descontrole de si mesmo.
As pessoas que
incorporam em todo lugar, na maioria das vezes, não estão incorporando nada,
estão apenas em processos anímicos, seja pela ansiedade de concluir o
desenvolvimento ou porque desejam ardentemente chamar a atenção...
Lembre-se do que
estudamos anteriormente: a incorporação é desgastante para a entidade. Assim,
elas não ficam afoitas para incorporar, quem geralmente fica é o médium.
Incorporar fora do
terreiro
Como você deve imaginar,
a incorporação é um processo delicado e que exige muita energia, preparo e,
principalmente, ambiente. Incorporar fora do terreiro, que é um local
energeticamente preparado para isso, é sempre um risco e só deve ser feito
quando houver real necessidade e o médium possuir bastante experiência para
isso.
Os riscos da
incorporação fora do terreiro, incluem: ruídos e interferências energéticas que
poderão fazer com que a incorporação não se dê de forma satisfatória; se o
ambiente estiver carregado o médium pode terminar o trabalho passando mal, com
dor de cabeça ou ânsia de vômito; o médium pode se sentir completamente
drenado, muitas vezes, custando a permanecer de pé e, na pior das hipóteses,
acabar recebendo um Kiumba (entidade perversa) fingindo ser um guia.
Por esta razão, deve-se
incorporar fora do terreiro apenas em casos de extrema necessidade.
Finalidade da
incorporação
A finalidade da
incorporação é dar ao consulente a possibilidade de dialogar com um guia
através de um médium. Por esta razão, trata-se de uma função sagrada e o
médium que não honra este compromisso terá que prestar severas contas à
justiça Divina.
É preciso nunca
esquecer que lidamos com vidas no terreiro. Por vezes, os consulentes trazem
questões complicadíssimas, esperando ouvir uma palavra amiga, acolhedora ou
direcionadora da entidade, o que só será possível, justamente, através da
incorporação.
Em suma, sua finalidade
é: caridade!
Até a próxima aula!
Leonardo Montes

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