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A imensa maioria dos
médiuns de incorporação, na atualidade, são conscientes. Isto quer dizer que,
durante os trabalhos, eles não “apagam”, mantendo sua lucidez e se recordando,
se não integralmente, pelo menos, muito do que foi dito e ouvido nas consultas.
Essa lucidez durante o
transe mediúnico tem por finalidade promover um maior aprendizado do próprio
médium, afinal, muito do que seus guias dizem aos consulentes serve para ele mesmo.
Assim, o médium não
aprende apenas pelos estudos que faz, por aquilo que lê ou mesmo do que recebe
de pessoas mais experientes: ele também aprende por aquilo que as entidades
falam por sua boca.
Por esta razão, é
extremamente recomendável que o médium se policie para não levar para sua vida
pessoal problemas dos consulentes bem como suas intimidades.
Encerrou a consulta?
Desincorporou? Acabou o assunto!
É muito importante que
o médium aprenda a separar as coisas, evitando a todo custo comentar as
situações deste ou daquele consulente após gira, mesmo com os colegas de
terreiro, sob pena de acabar caindo em descrédito perante os demais (afinal, as
pessoas pensam: se ele fala de fulano, uma hora, falará de mim...).
Infelizmente, não é tão
raro encontrarmos médiuns enxeridos que, após a consulta, procuram o consulente
para saber se gostou do atendimento, se a entidade deu uma solução ao seu
problema, etc.
Também não é incomum
vermos médiuns que encontram o consulente fora do terreiro e perguntam se seguiram
as orientações, se fizeram os banhos que a entidade recomendou... Isso sem
contar os que dão continuidade a consulta como se fossem eles – e não as
entidades – quem desse os atendimentos...
Os que procedem assim
perdem a confiança e a credibilidade.
O mesmo vale para os
cambones que, frequentemente, ouvem a tudo. E ouvem, justamente, para que
aprendam. É por isso que permanecem ao lado da entidade, não apenas para
auxiliar, mas para aprender, igualmente.
Trata-se de uma escuta
sagrada.
Por isso, o cambone deve
aprender a esquecer os detalhes, as intimidades das pessoas e fixar apenas a
essência, o aprendizado, o saber adquirido.
Em casos de extrema
necessidade, quando for importante conversar sobre um atendimento, é possível
fazê-lo sem nomear as pessoas, a fim de que as intimidades dos consulentes
sejam preservadas.
Saber ver, saber ouvir
e saber calar. Eis a receita!
Leonardo Montes
Leonardo Montes

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